sexta-feira, 24 de setembro de 2010
NAO ME DEIXE SO ..................
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz (2x)
Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero do amor
Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem
Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem mas
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz (2x)
Ah ah.ah ah ah ah ah aah
Ah ah.ah ah ah ah ah aah
Ah ah.ah ah ah ah ah aah
Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem
Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem mas
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Dos fantasmas da minha voz
Ah ah.ah ah ah ah ah aah
Ah ah.ah ah ah ah ah aah
Ah ah.ah ah ah ah ah aah
VALENTINNA O INICIO ...........
ORIUMDA DE SANTO AMARO DA PURIFICAÇAO , FILHA DE PAIS JOVENS E COMUNS , POREM PARANOICOS E LIVRES SEM SE PRECUPAR COM O FUTURO AINDA PROXIMO . COCEBIDA PELO RIO SUBAE NASCIDA DAS AGUAS VALENTINNA TRANSBORDA ESSENCIAIS EM ESTADO DE ESCTASE , AMANTE SA MUSICA E DO AMOR VALENTINNA OLHAR E ESCUTA O BARULHO INFERNAL DESE MUNDO TORTO DE UMA FORMA PARTICULAR , TENTOU SER RELIGIOSA COM A SUA AVO PATERNA UMA BOA VELHA QUE TENTOU TE GUIAR PRO BOM CAMINHO , POREM NAO DEU MUITO CETO , NAO QUE ELA SIGAR UM MAU CAMINHO ENFIM.... SE CRIOU LONGE DA MAE E FORA DO ALCANCE DA FAMILIA , AFINAL NIMGUEM TE SEGURA ( DESTIMIDA , PROVOUCADOURA , OUSADA , ARTISTA , CANTORA , ALEGRE , GAY ATRAS DAQUELA MOITA ASSANADA DENAIS ELA AINDA ESCUTA SUA AVO TE CHAMAR VALENTINNA PRA DENTRO )
Faço qualquer negócio pra te ver na avenida ou no show
Grudo no pé, dou bandeira, fico de bobeira só pra te ver passar
Teu olhar iluminado, meu coração disparado...
Se o teu olhar de repente cruzar com o meu olhar envergonhado...
Olá, eu sou sua fã
A número 1, sou sua fã
Não durmo direito, não como, não bebo... só vivo de te ver passar
Você realiza o meu sonho, é a minha razão de sonhar!!!
Olá, eu sou sua fã
A número 1, sou sua fã
Não durmo direito, não como, não bebo... só vivo de te ver passar
Você realiza o meu sonho, é a minha razão de sonhar!!!
Mando carta perfumada, fico na torcida pra você me responder
Quero contar meus segredos e ganhar um beijo, um sorriso, um retrato, uma mão...
Não me canso de dizer o que sinto por você...
Você é tão maravilhosa... que Deus ilumine a estrela que és!!!
Olá, eu sou sua fã
A número 1, sou sua fã
Não durmo direito, não como, não bebo... só vivo de te ver passar
Você realiza o meu sonho, é a minha razão de sonhar!!! Olá, eu sou sua fã
A número 1, sou sua fã
Não durmo direito, não como, não bebo... só vivo de te ver passar
Você realiza o meu sonho, é a minha razão de sonhar!!!
Grudo no pé, dou bandeira, fico de bobeira só pra te ver passar
Teu olhar iluminado, meu coração disparado...
Se o teu olhar de repente cruzar com o meu olhar envergonhado...
Olá, eu sou sua fã
A número 1, sou sua fã
Não durmo direito, não como, não bebo... só vivo de te ver passar
Você realiza o meu sonho, é a minha razão de sonhar!!!
Olá, eu sou sua fã
A número 1, sou sua fã
Não durmo direito, não como, não bebo... só vivo de te ver passar
Você realiza o meu sonho, é a minha razão de sonhar!!!
Mando carta perfumada, fico na torcida pra você me responder
Quero contar meus segredos e ganhar um beijo, um sorriso, um retrato, uma mão...
Não me canso de dizer o que sinto por você...
Você é tão maravilhosa... que Deus ilumine a estrela que és!!!
Olá, eu sou sua fã
A número 1, sou sua fã
Não durmo direito, não como, não bebo... só vivo de te ver passar
Você realiza o meu sonho, é a minha razão de sonhar!!! Olá, eu sou sua fã
A número 1, sou sua fã
Não durmo direito, não como, não bebo... só vivo de te ver passar
Você realiza o meu sonho, é a minha razão de sonhar!!!
sábado, 11 de setembro de 2010
EU QUERO SER MUITO famo$A , (RISOS).
Eu quero ser muito famosa,
E ter o seu amor
Mas quero sentar no sofá do Jô
Eu quero casar com você e
Estar na TV
Faturar milhões no BBB
[Refrão]
Sempre que eu vou me deitar
Eu vejo o meu nome brilhar
Mas sinto que se estou com você
Eu tenho paz
E o que eu vou fazer
Se eu quero muito mais?
[Refrão]
Oh oh, oh oh eu quero muito mais [2x]
Eu quero ser muito famosa
E usar apenas Louboutin
Ter no Twitter um milhão de fãs
Eu quero um carrão blindado
E você do lado
Quero selinho da Hebe Camargo
[Refrão]
Oh oh, oh oh eu quero muito mais [2x]
Eu quero ser muito famosa
E ter o seu amor...
terça-feira, 7 de setembro de 2010
LEVANTANDO A BANDEIRA DO ORGULHO GAY , É ISSO .
SER GAY ASSUMIDO NAO É FACIL , AFINAL VIVEMOS EM UMA SOCIEDADE CHEIA DE PRECOICEITO , NAO É MESMO ,ENFENTAR A FAMILIA AINDA É UNS DOS PIORES PESADELOS QUE UM GAY PODE ENFERTAR ,MAIS EU MUITO ENTENDEDOR DO ASSUNTO VOU LHE DA UMAS DIGA , PRIMEIRA DICA , A FAMILIA É MUITO IMPORTANTE SE VC SE SENTIR AVONTADE CONVERSE SOM ALGUEM DE COMFIANÇA , MAIS EU ACREDITO QUE NIMGUEM PRECISAR SABER O QUE VC FAZ EM QUATRO PAREDES , ISSO É UMA COISA INTIMA . SEGUNDA DICA , SE A FAMILIA ACEITOU NUMA BOA É OTIMO , SE JOGUE NA NOITE E SE DIVIRTA A FINAL A VIDA É UMA SO , OU SE VC ACREDITA EM RECARNAÇAO TALVEZ VC NAO VENHA UMA BICHA LOUCA (RISOS) ULTIMA E MAIS IMPORTANTE DICA , SE FOR FAZER AQUELA BEISTERINHA USE CAMINSINHA .
GAYS E LÉSBICA ; VOZES DA SOCIDADE CONTENPORANEA (CONTOS NADA DISSO É VERIDICO)
SULLIVAN ( POSUIDO POR VALENTTINA )
MATRAGA 12, 1999
Em 28 de junho de 1969, o bar The Stonewall Inn, localizado no Greenwich Village, Nova
Iorque, foi invadido pela polícia, como era de rotina. Naquele dia, entretanto, houve luta, ao
invés da habitual atitude de submissão por parte dos gays e lésbicas. O protesto popular
decorrente desse confronto durou cinco dias e mudou, de forma definitiva, a atitude dessas
minorias perante a sociedade norte-americana. O incidente de Stonewall, ou como é conhecido
em inglês, the Stonewall riots, passou para a história como o início do movimento social
dessas minorias por seus direitos. Na literatura, sua marca também foi relevante, já que se
transformou no divisor da literatura norte-americana gay e lésbica.
Este artigo visa a abordar a produção ficcional post-Stonewall, ressaltando a contribuição da
literatura dessas minorias para discutir questões culturais contemporâneas. Três temas serão
tratados neste artigo: a família, a AIDS, e a monogamia, respectivamente, através dos contos
“The Cinderella Waltz” de Ann Beattie, e “The Times as It Knows Us” de Allen Barnett, e da
história em quadrinhos ”Serial Monogamy” de Alison Bechdel.
O primeiro conto a ser discutido é assinado por um nome que se destaca na produção ficcional
norte-americana contemporânea. Ann Beattie retrata em seus livros e contosii[ii] questões
culturais relativas à chamada baby-boom generation, tais como drogas, relações familiares, o
confllito cidade/campo, entre outras. Em “The Cinderella Waltz”, Beattie privilegia as relações
familiares conturbadas por um casamento desfeito não por uma outra mulher mas sim por um
gay. A ex-mulher é quem detém o foco narrativo, o que torna o conto interessante por tratar
da problemática gay vista pelo olhar de uma mulher heterossexual. Devo destacar aqui que
esse conto faz parte da antologia The Penguin Book of Gay Short Storiesiii[iii] editada por
David Leavitt, uma das vozes mais consagradas da literatura gay post-Stonewall. Para o editor
da antologia, o conceito de literatura gay não se restringe apenas a textos escritos por e para
mas, principalmente, sobre gays.
O conto de Beattie enfoca personagens da classe média norte-americana: Milo, o ex-marido é
arquiteto, a mulher faz ocasionalmente free lance em arte para revistas e Bradley, o amante,
trabalha em uma agência de propaganda. Assim como a narrativa revela, gradualmente,
acontecimentos envolvendo as personagens, a narradora/personagem também desvela,
lentamente, suas próprias emoções em relação ao abandono e posterior envolvimento com a
problemática gay. No entanto, a dificuldade de relacionamento não reside entre a ex-mulher e
o amante do marido mas sim entre ela e seu ex-marido. Um ano após a separação, ela
convida o casal same-sex oriented para entrar em sua casa em Connecticut, onde havia vivido
com o marido durante anos, enquanto esperam Louise, a filha de nove anos, chegar da casa
de uma amiga. Bradley é quem aceita o convite, acabando com o silêncio embaraçoso. A ex-
mulher e o amante se falam pelo telefone uma vez por semana, conseguindo manter uma
relação pessoal ainda que distante. Quando Bradley é despedido, ele vai ao encontro da ex-
mulher de seu amante para revelar suas próprias dificuldades em seu relacionamento gay,
aumentando a cumplicidade entre os dois. “ ... Não posso acreditar nisso. Um ano depois de
meu marido ter me deixado, estou sentada com seu amante - um homem, uma pessoa de
quem eu gosto muito - e tentando animá-lo porque ele está desempregado. ”iv[iv]
Torna-se óbvio para o leitor que as mesmas dificuldades e queixas da ex-mulher em relação a
Milo também são compartilhadas por Bradley. Pode-se concluir que a angústia de Milo com o
casamento permanece, mesmo assumindo sua identidade gay. Ele continua sendo uma pessoa
extremamente problemática, com dificuldades em compartilhar sua vida e emoções com outra
pessoa, independente do sexo. O último fim de semana retratado no conto reúne as quatro
personagens na cidade de Nova Iorque, no mesmo apartamento em que anos atrás a
narradora havia vivido com seu marido até Louise completar dois anos de idade. Nesse fim de
semana, as relações entre ex-mulher e amante assumem proporções mais íntimas que vão
coroar na revelação culminante em que Bradley confessa seu amor por Milo.
Nesse conto sobre relações familiares norte-americanas contemporâneas, a personagem mais
interessante não é, a meu ver, a ex-mulher por sua habilidade em lidar com uma questão
extremamente dolorosa para ela - a de ter sido abandonada por seu marido por outro homem.
O mérito, na minha opinião, recai sobre Louise, a filha do casal que costura esses dois mundos
- o gay e o heterossexual. Por sua causa, a mãe se vê obrigada a se relacionar não apenas
com o ex-marido mas também com Bradley. O acordo do casal de que a criança passaria os
fins de semana com o pai e seu amante força a ex-mulher a lidar com essa situação
embaraçosa. Entretanto, a criança de nove anos, assim como as crianças na vida real, acaba
ensinando a mãe a ultrapassar o preconceito e amar as pessoas como elas são.
Louise, ao contrário de Milo, é capaz de amar e demonstrar carinho. Ela se sente
completamente à vontade com a relação gay de seu pai; ela faz o papel de anfitriã no
apartamento de Nova Iorque. Além disso, ela gosta especialmente de Bradley; ela leva plantas
para ele e preocupa-se quando ele está resfriado. A narradora, entretanto, indaga: “Eu me
pergunto o quanto ela sabe”.v[v] Pergunta extremamente ingênua e protetora, por se tratar
de uma criança dos anos 90 que frequenta uma metrópole norte-americana. Quando Milo
revela, após o brinde de champagne, que finalmente tomou a decisão de ir morar em São
Francisco, Louise, de uma forma sincera e corajosa, faz a pergunta que vem angustiando
silenciosamente tanto sua mãe como Bradley: “O que é São Francisco, afinal de contas?”
Mudar-se para essa cidade significa para Milo, aparentemente, conseguir um melhor emprego,
já que o seu em Nova Iorque está “em risco”. Tomando uma atitude tipicamente norte-
americana, Milo não hesita em sacrificar sua família e sua relação pessoal por um bom
emprego. Não obstante, devido às queixas tanto de sua ex-mulher como de seu amante, o
leitor compreende que a mudança geográfica aponta para além do trabalho. São Francisco
torna-se emblemático da dificuldade de relacionamento, de amar pouco sua filha, sua ex-
mulher e seu parceiro.
O conto de Ann Beattie deu margem à discussão de relações familiares suscitadas pela
literatura gay. Este artigo também abre espaço para outra questão cultural contemporânea - a
inevitável abordagem da AIDS, tema da literatura gay post-Stonewall, principalmente nos anos
80. Allen Barnett morreu de AIDS cerca de um ano após a publicação, em 1990, da coleção de
contos The Body and Its Dangers. “Seu conto mais importante, ‘The Times as It Know Us’
contrapõe a descrição estereotipada de gays com AIDS por parte da mídia com o
comportamento mais complicado de moradores de uma casa de Fire Island durante um fim de
semana de crise de AIDS .” vi[vi]
Durante o verão sobretudo, Fire Island torna-se um reduto gay assim como Provincetown e
Key West. Clark, o narrador do conto mencionado, alugou uma casa nessa ilha perto de Nova
Iorque junto com um amigo, Perry. O ex-amante de Clark, Samuel, havia morrido no inverno
anterior. Ele era a ligação entre Clark e Perry que também tinham em comum morte,
sexualidade e doença, já que Horst, o amante de Perry, era um PWAvii[vii]. No fim de semana
enfocado pelo conto, outros amigos gays partilhavam da casa de verão.
A contraposição acima mencionada reside exatamente na visão deturpada sobre a AIDS
veiculada pelo New York Times e, no pólo oposto, a realidade vivenciada pelos amigos gays.
Segundo o ponto de vista de Clark, a forma como os homens homoeroticamente inclinados se
retratatam, nunca coincide com a do jornal. Ao fazer trabalho voluntário falando sobre a AIDS
em grupos comunitários, o narrador vinha colecionando artigos de jornal sobre a crise, desde
quando o Times noticiou anos atrás: “Cancer raro em 41 homossexuais”. Através de suas
leituras atentas, Clark observou que o jornal passou a usar o termo gay ao invés de
homossexual, com sua conotação clínica, ao mesmo tempo que adotou Ms. no lugar de Miss.
Uma constatação pertinente através da leitura de um artigo foi a da associação da infecção do
vírus HIV com a AIDS, que determinaria uma posterior mudança de linguagem no tratamento
dessa questão.
Os gays adotaram um novo procedimento na própria leitura do jornal. Primeiramente, eles
liam o obituário; depois, as palavras cruzadas. Como a palavra AIDS era omitida, o processo a
ser utilizado era o de dedução. Através da idade, estado civil e ocupação, eles conseguiam
descobrir as vítimas da epidemia. Outra informação valiosa era a agência funerária, porque
poucas prestavam serviço a portadores do vírus HIV. Além disso, a localização da igreja onde o
culto seria realizado ajudava, visto que eles eram familiarizados com o clero gay. Ademais,
palavras tais como “cancer”, “pneumonia”, e “menigite” faziam parte do sistema de
localização. Por que essa procura incessante, pode-se perguntar? Em primeiro lugar, porque
eles estavam tentando não apenas rastrear a extensão da epidemia mas também entender
melhor as manifestações da doença. Em segundo lugar, e mais pessoal, porque tratando-se de
doença infecciosa, eles próprios poderiam estar contaminados, uma vez que muitos dos
mortos tinham sido seus ex-amantes. A previsão para 1991 era bastante perturbadora - o
mesmo número de mortos somente nesse ano equivaleria ao total de soldados mortos no
Vietnã. Cumpre mencionar que muitas dessas vítimas seriam pessoas conhecidas e,
provavelmente, ex-amantes. Curiosamente, o advento das mortes trouxe Shakespeare de
volta, citado constantemente pelos assistentes sociais: “Dê palavras à dor”. Não obstante, o
narrador enfoca a dor de maneira diferente, sob uma ótica gay: “Encontre na dor o abandono
que você encontrava no amor; sofra da forma que você costumava trepar.”viii[viii]
Uma jornalista do Times publicou um artigo sobre a AIDS, após ter entrevistado um dos donos
da casa. Entretanto, Joe, amigo de Clark, criticou esse mesmo artigo: “Não gosto da forma
como ela insinua que a morte já se tornou tão rotineira para nós, nós não sentimos mais: Paul
morreu hoje. Oh, isso é horrível; o que tem pro jantar? Por que você não pôde dizer para ela
que nós estamos aprendendo a apaziguar a dor?”ix[ix] Perry, o entrevistado, também foi
responsabilizado por outros amigos pelo teor do artigo. Apesar das críticas, o dono da casa
apresenta uma visão bastante perspicaz: “... - e eu pensei que nós éramos a melhor casa na
ilha para ilustrar como a crise havia se tornado um estilo de vida.”x[x] Pode-se considerar essa
casa de Fire Island como representante de comunidades gays.
Indiscutivelmente, a AIDS trouxe um novo estilo de vida, estilo esse vivenciado pelos
moradores da casa. Por exemplo, Horst, o amante de Perry, acordava diariamente às quatro
horas da manhã para poder, em jejum, tomar um suco de laranja com AL721, uma droga
inventada em Israel e usada no tratamento da AIDS. Por causa do barulho do liquidificador, os
outros moradores também acordavam. Esse episódio denota a alteração na rotina de vida.
Além do uso constante de camisinha, dos cuidados e limites impostos ao ato sexual, e da
própria abstinência sexual no caso dos infectados, a AIDS trouxe, acima de tudo, um
questionamento sobre a sexualidade. Apesar dos conflitos, brigas, divergências de opiniões,
crises de ciúmes e atos de egoísmo, cabe, em minha opinião, acentuar outros aspectos que
legitimizam as relações desses amigos e amantes same-sex oriented: o companheirismo, a
amizade, a compreensão e a cumplicidade fazem parte da rotina diária dos moradores da casa
de Fire Island, porque vários deles já perderam ex-amantes e/ou amigos. A preocupação
constante com a limpeza da casa e dos objetos pessoais igualmente traduz a conscientização
da doença e o pavor de transmiti-la. A deterioração não apenas do corpo mas também da
mente é retratada nesse fim de semana. No meio da crise, com lapsos de memória, Enzo
pergunta pelo amante de Clark, falecido meses atrás. Após cuidar de Enzo durante a noite, o
narrador ainda foi capaz de sentir a beleza do dia e apreciar estar vivo. Noah, um de seus
amigos, refere-se a ele como “Superman“; mas Clark não se vê assim. Para ele, o que importa
são “ ... essas conexões com os outros, com o que é humanamente possível fazer.”xi[xi]
Marcelo Secron
MATRAGA 12, 1999
Em 28 de junho de 1969, o bar The Stonewall Inn, localizado no Greenwich Village, Nova
Iorque, foi invadido pela polícia, como era de rotina. Naquele dia, entretanto, houve luta, ao
invés da habitual atitude de submissão por parte dos gays e lésbicas. O protesto popular
decorrente desse confronto durou cinco dias e mudou, de forma definitiva, a atitude dessas
minorias perante a sociedade norte-americana. O incidente de Stonewall, ou como é conhecido
em inglês, the Stonewall riots, passou para a história como o início do movimento social
dessas minorias por seus direitos. Na literatura, sua marca também foi relevante, já que se
transformou no divisor da literatura norte-americana gay e lésbica.
Este artigo visa a abordar a produção ficcional post-Stonewall, ressaltando a contribuição da
literatura dessas minorias para discutir questões culturais contemporâneas. Três temas serão
tratados neste artigo: a família, a AIDS, e a monogamia, respectivamente, através dos contos
“The Cinderella Waltz” de Ann Beattie, e “The Times as It Knows Us” de Allen Barnett, e da
história em quadrinhos ”Serial Monogamy” de Alison Bechdel.
O primeiro conto a ser discutido é assinado por um nome que se destaca na produção ficcional
norte-americana contemporânea. Ann Beattie retrata em seus livros e contosii[ii] questões
culturais relativas à chamada baby-boom generation, tais como drogas, relações familiares, o
confllito cidade/campo, entre outras. Em “The Cinderella Waltz”, Beattie privilegia as relações
familiares conturbadas por um casamento desfeito não por uma outra mulher mas sim por um
gay. A ex-mulher é quem detém o foco narrativo, o que torna o conto interessante por tratar
da problemática gay vista pelo olhar de uma mulher heterossexual. Devo destacar aqui que
esse conto faz parte da antologia The Penguin Book of Gay Short Storiesiii[iii] editada por
David Leavitt, uma das vozes mais consagradas da literatura gay post-Stonewall. Para o editor
da antologia, o conceito de literatura gay não se restringe apenas a textos escritos por e para
mas, principalmente, sobre gays.
O conto de Beattie enfoca personagens da classe média norte-americana: Milo, o ex-marido é
arquiteto, a mulher faz ocasionalmente free lance em arte para revistas e Bradley, o amante,
trabalha em uma agência de propaganda. Assim como a narrativa revela, gradualmente,
acontecimentos envolvendo as personagens, a narradora/personagem também desvela,
lentamente, suas próprias emoções em relação ao abandono e posterior envolvimento com a
problemática gay. No entanto, a dificuldade de relacionamento não reside entre a ex-mulher e
o amante do marido mas sim entre ela e seu ex-marido. Um ano após a separação, ela
convida o casal same-sex oriented para entrar em sua casa em Connecticut, onde havia vivido
com o marido durante anos, enquanto esperam Louise, a filha de nove anos, chegar da casa
de uma amiga. Bradley é quem aceita o convite, acabando com o silêncio embaraçoso. A ex-
mulher e o amante se falam pelo telefone uma vez por semana, conseguindo manter uma
relação pessoal ainda que distante. Quando Bradley é despedido, ele vai ao encontro da ex-
mulher de seu amante para revelar suas próprias dificuldades em seu relacionamento gay,
aumentando a cumplicidade entre os dois. “ ... Não posso acreditar nisso. Um ano depois de
meu marido ter me deixado, estou sentada com seu amante - um homem, uma pessoa de
quem eu gosto muito - e tentando animá-lo porque ele está desempregado. ”iv[iv]
Torna-se óbvio para o leitor que as mesmas dificuldades e queixas da ex-mulher em relação a
Milo também são compartilhadas por Bradley. Pode-se concluir que a angústia de Milo com o
casamento permanece, mesmo assumindo sua identidade gay. Ele continua sendo uma pessoa
extremamente problemática, com dificuldades em compartilhar sua vida e emoções com outra
pessoa, independente do sexo. O último fim de semana retratado no conto reúne as quatro
personagens na cidade de Nova Iorque, no mesmo apartamento em que anos atrás a
narradora havia vivido com seu marido até Louise completar dois anos de idade. Nesse fim de
semana, as relações entre ex-mulher e amante assumem proporções mais íntimas que vão
coroar na revelação culminante em que Bradley confessa seu amor por Milo.
Nesse conto sobre relações familiares norte-americanas contemporâneas, a personagem mais
interessante não é, a meu ver, a ex-mulher por sua habilidade em lidar com uma questão
extremamente dolorosa para ela - a de ter sido abandonada por seu marido por outro homem.
O mérito, na minha opinião, recai sobre Louise, a filha do casal que costura esses dois mundos
- o gay e o heterossexual. Por sua causa, a mãe se vê obrigada a se relacionar não apenas
com o ex-marido mas também com Bradley. O acordo do casal de que a criança passaria os
fins de semana com o pai e seu amante força a ex-mulher a lidar com essa situação
embaraçosa. Entretanto, a criança de nove anos, assim como as crianças na vida real, acaba
ensinando a mãe a ultrapassar o preconceito e amar as pessoas como elas são.
Louise, ao contrário de Milo, é capaz de amar e demonstrar carinho. Ela se sente
completamente à vontade com a relação gay de seu pai; ela faz o papel de anfitriã no
apartamento de Nova Iorque. Além disso, ela gosta especialmente de Bradley; ela leva plantas
para ele e preocupa-se quando ele está resfriado. A narradora, entretanto, indaga: “Eu me
pergunto o quanto ela sabe”.v[v] Pergunta extremamente ingênua e protetora, por se tratar
de uma criança dos anos 90 que frequenta uma metrópole norte-americana. Quando Milo
revela, após o brinde de champagne, que finalmente tomou a decisão de ir morar em São
Francisco, Louise, de uma forma sincera e corajosa, faz a pergunta que vem angustiando
silenciosamente tanto sua mãe como Bradley: “O que é São Francisco, afinal de contas?”
Mudar-se para essa cidade significa para Milo, aparentemente, conseguir um melhor emprego,
já que o seu em Nova Iorque está “em risco”. Tomando uma atitude tipicamente norte-
americana, Milo não hesita em sacrificar sua família e sua relação pessoal por um bom
emprego. Não obstante, devido às queixas tanto de sua ex-mulher como de seu amante, o
leitor compreende que a mudança geográfica aponta para além do trabalho. São Francisco
torna-se emblemático da dificuldade de relacionamento, de amar pouco sua filha, sua ex-
mulher e seu parceiro.
O conto de Ann Beattie deu margem à discussão de relações familiares suscitadas pela
literatura gay. Este artigo também abre espaço para outra questão cultural contemporânea - a
inevitável abordagem da AIDS, tema da literatura gay post-Stonewall, principalmente nos anos
80. Allen Barnett morreu de AIDS cerca de um ano após a publicação, em 1990, da coleção de
contos The Body and Its Dangers. “Seu conto mais importante, ‘The Times as It Know Us’
contrapõe a descrição estereotipada de gays com AIDS por parte da mídia com o
comportamento mais complicado de moradores de uma casa de Fire Island durante um fim de
semana de crise de AIDS .” vi[vi]
Durante o verão sobretudo, Fire Island torna-se um reduto gay assim como Provincetown e
Key West. Clark, o narrador do conto mencionado, alugou uma casa nessa ilha perto de Nova
Iorque junto com um amigo, Perry. O ex-amante de Clark, Samuel, havia morrido no inverno
anterior. Ele era a ligação entre Clark e Perry que também tinham em comum morte,
sexualidade e doença, já que Horst, o amante de Perry, era um PWAvii[vii]. No fim de semana
enfocado pelo conto, outros amigos gays partilhavam da casa de verão.
A contraposição acima mencionada reside exatamente na visão deturpada sobre a AIDS
veiculada pelo New York Times e, no pólo oposto, a realidade vivenciada pelos amigos gays.
Segundo o ponto de vista de Clark, a forma como os homens homoeroticamente inclinados se
retratatam, nunca coincide com a do jornal. Ao fazer trabalho voluntário falando sobre a AIDS
em grupos comunitários, o narrador vinha colecionando artigos de jornal sobre a crise, desde
quando o Times noticiou anos atrás: “Cancer raro em 41 homossexuais”. Através de suas
leituras atentas, Clark observou que o jornal passou a usar o termo gay ao invés de
homossexual, com sua conotação clínica, ao mesmo tempo que adotou Ms. no lugar de Miss.
Uma constatação pertinente através da leitura de um artigo foi a da associação da infecção do
vírus HIV com a AIDS, que determinaria uma posterior mudança de linguagem no tratamento
dessa questão.
Os gays adotaram um novo procedimento na própria leitura do jornal. Primeiramente, eles
liam o obituário; depois, as palavras cruzadas. Como a palavra AIDS era omitida, o processo a
ser utilizado era o de dedução. Através da idade, estado civil e ocupação, eles conseguiam
descobrir as vítimas da epidemia. Outra informação valiosa era a agência funerária, porque
poucas prestavam serviço a portadores do vírus HIV. Além disso, a localização da igreja onde o
culto seria realizado ajudava, visto que eles eram familiarizados com o clero gay. Ademais,
palavras tais como “cancer”, “pneumonia”, e “menigite” faziam parte do sistema de
localização. Por que essa procura incessante, pode-se perguntar? Em primeiro lugar, porque
eles estavam tentando não apenas rastrear a extensão da epidemia mas também entender
melhor as manifestações da doença. Em segundo lugar, e mais pessoal, porque tratando-se de
doença infecciosa, eles próprios poderiam estar contaminados, uma vez que muitos dos
mortos tinham sido seus ex-amantes. A previsão para 1991 era bastante perturbadora - o
mesmo número de mortos somente nesse ano equivaleria ao total de soldados mortos no
Vietnã. Cumpre mencionar que muitas dessas vítimas seriam pessoas conhecidas e,
provavelmente, ex-amantes. Curiosamente, o advento das mortes trouxe Shakespeare de
volta, citado constantemente pelos assistentes sociais: “Dê palavras à dor”. Não obstante, o
narrador enfoca a dor de maneira diferente, sob uma ótica gay: “Encontre na dor o abandono
que você encontrava no amor; sofra da forma que você costumava trepar.”viii[viii]
Uma jornalista do Times publicou um artigo sobre a AIDS, após ter entrevistado um dos donos
da casa. Entretanto, Joe, amigo de Clark, criticou esse mesmo artigo: “Não gosto da forma
como ela insinua que a morte já se tornou tão rotineira para nós, nós não sentimos mais: Paul
morreu hoje. Oh, isso é horrível; o que tem pro jantar? Por que você não pôde dizer para ela
que nós estamos aprendendo a apaziguar a dor?”ix[ix] Perry, o entrevistado, também foi
responsabilizado por outros amigos pelo teor do artigo. Apesar das críticas, o dono da casa
apresenta uma visão bastante perspicaz: “... - e eu pensei que nós éramos a melhor casa na
ilha para ilustrar como a crise havia se tornado um estilo de vida.”x[x] Pode-se considerar essa
casa de Fire Island como representante de comunidades gays.
Indiscutivelmente, a AIDS trouxe um novo estilo de vida, estilo esse vivenciado pelos
moradores da casa. Por exemplo, Horst, o amante de Perry, acordava diariamente às quatro
horas da manhã para poder, em jejum, tomar um suco de laranja com AL721, uma droga
inventada em Israel e usada no tratamento da AIDS. Por causa do barulho do liquidificador, os
outros moradores também acordavam. Esse episódio denota a alteração na rotina de vida.
Além do uso constante de camisinha, dos cuidados e limites impostos ao ato sexual, e da
própria abstinência sexual no caso dos infectados, a AIDS trouxe, acima de tudo, um
questionamento sobre a sexualidade. Apesar dos conflitos, brigas, divergências de opiniões,
crises de ciúmes e atos de egoísmo, cabe, em minha opinião, acentuar outros aspectos que
legitimizam as relações desses amigos e amantes same-sex oriented: o companheirismo, a
amizade, a compreensão e a cumplicidade fazem parte da rotina diária dos moradores da casa
de Fire Island, porque vários deles já perderam ex-amantes e/ou amigos. A preocupação
constante com a limpeza da casa e dos objetos pessoais igualmente traduz a conscientização
da doença e o pavor de transmiti-la. A deterioração não apenas do corpo mas também da
mente é retratada nesse fim de semana. No meio da crise, com lapsos de memória, Enzo
pergunta pelo amante de Clark, falecido meses atrás. Após cuidar de Enzo durante a noite, o
narrador ainda foi capaz de sentir a beleza do dia e apreciar estar vivo. Noah, um de seus
amigos, refere-se a ele como “Superman“; mas Clark não se vê assim. Para ele, o que importa
são “ ... essas conexões com os outros, com o que é humanamente possível fazer.”xi[xi]
Marcelo Secron
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
DE QUE ADIANTA SEUS CABELOS LISOS E AS IDEAS ENROLADAS DENTRO DA SUA CABEÇA
Moça de joãozinho no cabelo
Faz de conta no espelho
Faz de conta no espelho
Corre quando começa a chover
Olha só vai enrolar
O cabelo encolher
Vem ver Maria
Joãozinho
Vem ver Maria
Vem ver Maria
De joãozinho
vc me deixa louco...............
EU GOSTO DE SEU CORPO , EU GOSTO DE SENTIR OS SEUS BRAÇOS APERTANDO A MINHA ALMA , EU GOSTO DE SENTIR A SUA RESPIRAÇAO OFEGANTE PERTO DOS MEUS OUVIDOS , DE SENTIR SEUS LABIOS CARNUDOS E TAÕ DELICADOS BEIJANDO OS MEUS LABIOS , GOSTO DE SENTIR O TREMO FIRME DE QUANDO ME BEIJA , E VOÇE VOLTA A BEIJA, E VOLTA A BEIJA E NEM PERCEBO O TEMPO PASSAR COM TANTA VORACIDADE POR QUER FICA PERTO DE VOÇE ME DEIXA LOUCO .
MEU PENSAMENTO DE HOJE ....
LIBERDADE É´POUCO PRA MIN O QUE DESEJO AINDA NAO TEM NOME , SOU MOVIDO PELA ARTE PELO AMOR E SEM UM BOM HOMEN NAO SAI DO LUGAR ,PERTENÇO A TODOS OS DEUSES E SANTOS QUE TRASITAM NESSE PLANO DE LOUCOS ONDE AS COISAS SAO PASSADAS DESPERCEBIDAS , NAO SOU FILHO NEM DE DEUS NEM DO DIABO MINHA MAE SE CHAMA VALETTINA AQUELA QUE ME ENSINOU A FAZER VARIOS HOMENS GOZAR LITROS DE PURA SATISFAÇAO , PENSE ALTO E OUÇA COLORIDO AS COISAS ESTAO FORA DO NOSSO ALCANCE VAMOS PARA DE LEVAR A VIDA TAÕ A SERIO , SOU UM DESSES QUE NAO ME PRECUPO NEM UM SEGUNDO O QUE VAO PENSAR DE MIN . SULLIVAN , (POSSUIDO POR VALETTINA).
PAGU...
Composição: R. Lee E Z. Duncan
Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Hi! Hi!...
Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira
Nem sou puta...
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Eu sou mais macho
Que muito homem...
Ratatá! Ratatá! Ratatá!
Parapá! Parapá!
Hum! Hum!...
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Hi! Hi!
Fama de porra louca
Tudo bem!
Minha mãe
É Maria Ninguém
Hi! Hi! Eh! Eh!...
Não sou atriz
Modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Eu sou mais macho
Que muito homem...
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...
Ratatá! Ratatatá
Hiii! Ratatá
Parapá! Parapá!...
Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Hi! Hi!...
Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira
Nem sou puta...
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Eu sou mais macho
Que muito homem...
Ratatá! Ratatá! Ratatá!
Parapá! Parapá!
Hum! Hum!...
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Hi! Hi!
Fama de porra louca
Tudo bem!
Minha mãe
É Maria Ninguém
Hi! Hi! Eh! Eh!...
Não sou atriz
Modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Eu sou mais macho
Que muito homem...
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...
Ratatá! Ratatatá
Hiii! Ratatá
Parapá! Parapá!...
sábado, 31 de julho de 2010
ONDE ESTA VOCÊ?
Está escuro lá fora, a lua foge de minha vista, e somente sua voz é capaz de iluminar essa noite fria e escura, como todas as outras. Meus olhos não são capazes de deixar de vigiá-lo se quer um minuto.
Eu não quero deixar a respiração ir nesse um minuto, pois eu sei que ela não voltará. Eu estou com medo, medo de não poder mais tê-lo mesmo nunca tendo. São 00:00h, o céu está branco, coberto de nuvens, sem ao menos um relance do céu, sem ao menos algo gradiente. E mesmo assim eu ainda posso ver as nuvens se deslocando. Posso ver que a cada momento o vento as leva para um destino que nunca sabemos o qual.
O tempo está ficando louco, e essa loucura toda está pedindo por um toque seu, para que essas nuvens se movam para um destino além do nosso, além do horizonte, onde não possamos mais ver. Estou aqui, tentando matar o tempo, matá-lo para poder por um instante parar o mundo. E nesse instante eu andarei meio continente à sua procura, com o seu sorriso a mostra no tempo parado. Eu andarei e não me importo por quanto tempo hei de andar, mesmo com o coração sem batidas por reação ao tempo, mesmo sem nenhuma respiração, sem nenhuma vida dentro de mim eu andarei.
Eu não quero deixar a respiração ir nesse um minuto, pois eu sei que ela não voltará. Eu estou com medo, medo de não poder mais tê-lo mesmo nunca tendo. São 00:00h, o céu está branco, coberto de nuvens, sem ao menos um relance do céu, sem ao menos algo gradiente. E mesmo assim eu ainda posso ver as nuvens se deslocando. Posso ver que a cada momento o vento as leva para um destino que nunca sabemos o qual.
O tempo está ficando louco, e essa loucura toda está pedindo por um toque seu, para que essas nuvens se movam para um destino além do nosso, além do horizonte, onde não possamos mais ver. Estou aqui, tentando matar o tempo, matá-lo para poder por um instante parar o mundo. E nesse instante eu andarei meio continente à sua procura, com o seu sorriso a mostra no tempo parado. Eu andarei e não me importo por quanto tempo hei de andar, mesmo com o coração sem batidas por reação ao tempo, mesmo sem nenhuma respiração, sem nenhuma vida dentro de mim eu andarei.
flores
O mistério das
rosas sem perfume
sullivan
Na festa do aniversário de 15 anos de uma amiga da família, a menina de 8 anos ficou fascinada pelas rosas vermelhas, enfeixadas num vaso imenso na beira da pista de dança do clube. Só as conhecia por fotografia, por filmes ou por ouvir falar. Não se conteve:
- Mãe, aquelas rosas são de verdade?
Sim, não faria sentido usar flores de plástico ou de pano numa festa de 15 anos.
- Mãe, posso tocar nas rosas?
Melhor não, pediu a mãe, lembrando que se todas as crianças presentes cedessem ao mesmo desejo, seria uma lástima para arranjo floral tão belo.
Depois que descobriu o “roseiral”, na meia-luz do salão, a menina ficou atenta para saber por que tantas rosas.
- Mãe, no final da festa, posso pegar uma rosa para mim?
No final da festa, claro que sim. A música de fita tocava baixo, acima do vozerio dos convidados que iam se acomodando nas cadeiras, dez por mesa. No palco do salão um telão repassava fotos da aniversariante. Em postes plantados na pista de dança, quatro telas de TV transmitiam as mesmas cenas para que, de qualquer lugar, os 300 convidados pudessem ver o álbum de fotos e as imagens ao vivo da festa.
As crianças corriam e dançavam sob a bola de espelhos no centro do salão. De tempos em tempos chegavam a uma mesa cheia de potes com pastilhas, confetis, jujubas, mariamoles, balas e pirulitos. Em outras mesas havia salgados e doces comuns, brigadeiro, camafeu, olho de sogra. Garçons corriam com bebidas.
De repente um locutor de voz rouca pediu atenção às últimas imagens da aniversariante, filmada como se posasse para um book de fotos. Ao apagar das luzes, subiu a música Odisséia no Espaço e a dona da festa apareceu no palco sob um facho de luz. Linda no seu vestido vermelho decotado, ombros nus, desceu à pista para dançar com o pai a valsa de Strauss.
O par mal deu algumas voltas com a filha no salão e as rosas, as rosas, as rosas começaram a entrar em cena, para alegria de quem nunca vira coisa igual. O primeiro a oferecer uma rosa à aniversariante, interrompendo a dança, foi o irmão dela. Enquanto o pai saía de cena, eles dançavam.
Em seguida, apresentaram-se os tios, os primos, os padrinhos, cada um trazendo na mão uma rosa, cujo toque mágico desfazia o par, formando outro e mais outro, até que a aniversariante ficou com a mão esquerda cheia de flores.
Quando a valsa acabou, todas as rosas voltaram para o vaso. A garotinha foi lá e pegou uma. Feliz da vida, cheirou-a e correu para a mesa dos pais.
- É rosa de verdade mesmo?!
Sim, era uma rosa graúda, de grandes pétalas vermelhas e haste forte. Uma rosa vegetal, criada em estufa. Rosa viajada. Durável. Botânica, mas quase plástica. A falta do perfume ancestral das rosáceas a tornava parecida com as camélias, as orquídeas, as violetas e todas as outras flores que não têm cheiro.
- Mas rosa não tem cheiro?
A rosa original sim, mas as rosas de estufa não.
- Por que?
Crianças de 8 anos com seus porquês merecem respostas honestas, ainda que alongadas, para que não se desiludam precocemente. Assim é que foi numa festa de 15 anos que esta menina começou a descobrir que as rosas de estufa, as rosas comerciais, as rosas industriais, as rosas artificiais não têm perfume porque as pessoas não dão às roseiras o tempo de produzir no ritmo da natureza. Aceleradas por adubos químicos, as rosas de festa são como os morangos de supermercado, que não têm gosto de morango. Assim também são outros alimentos vistosos mas sem gosto nem substâncias nutritivas – pelo contrário. Isso sem falar dos transgênicos, que rondam lavouras e invadem despensas. Por isso somos obrigados a dizer que rosas sem perfume não são rosas, são fraudes.
LEMBRETE DE OCASIÃO
A sustentabilidade do planeta exige que o ambiental preceda o econômico
rosas sem perfume
sullivan
Na festa do aniversário de 15 anos de uma amiga da família, a menina de 8 anos ficou fascinada pelas rosas vermelhas, enfeixadas num vaso imenso na beira da pista de dança do clube. Só as conhecia por fotografia, por filmes ou por ouvir falar. Não se conteve:
- Mãe, aquelas rosas são de verdade?
Sim, não faria sentido usar flores de plástico ou de pano numa festa de 15 anos.
- Mãe, posso tocar nas rosas?
Melhor não, pediu a mãe, lembrando que se todas as crianças presentes cedessem ao mesmo desejo, seria uma lástima para arranjo floral tão belo.
Depois que descobriu o “roseiral”, na meia-luz do salão, a menina ficou atenta para saber por que tantas rosas.
- Mãe, no final da festa, posso pegar uma rosa para mim?
No final da festa, claro que sim. A música de fita tocava baixo, acima do vozerio dos convidados que iam se acomodando nas cadeiras, dez por mesa. No palco do salão um telão repassava fotos da aniversariante. Em postes plantados na pista de dança, quatro telas de TV transmitiam as mesmas cenas para que, de qualquer lugar, os 300 convidados pudessem ver o álbum de fotos e as imagens ao vivo da festa.
As crianças corriam e dançavam sob a bola de espelhos no centro do salão. De tempos em tempos chegavam a uma mesa cheia de potes com pastilhas, confetis, jujubas, mariamoles, balas e pirulitos. Em outras mesas havia salgados e doces comuns, brigadeiro, camafeu, olho de sogra. Garçons corriam com bebidas.
De repente um locutor de voz rouca pediu atenção às últimas imagens da aniversariante, filmada como se posasse para um book de fotos. Ao apagar das luzes, subiu a música Odisséia no Espaço e a dona da festa apareceu no palco sob um facho de luz. Linda no seu vestido vermelho decotado, ombros nus, desceu à pista para dançar com o pai a valsa de Strauss.
O par mal deu algumas voltas com a filha no salão e as rosas, as rosas, as rosas começaram a entrar em cena, para alegria de quem nunca vira coisa igual. O primeiro a oferecer uma rosa à aniversariante, interrompendo a dança, foi o irmão dela. Enquanto o pai saía de cena, eles dançavam.
Em seguida, apresentaram-se os tios, os primos, os padrinhos, cada um trazendo na mão uma rosa, cujo toque mágico desfazia o par, formando outro e mais outro, até que a aniversariante ficou com a mão esquerda cheia de flores.
Quando a valsa acabou, todas as rosas voltaram para o vaso. A garotinha foi lá e pegou uma. Feliz da vida, cheirou-a e correu para a mesa dos pais.
- É rosa de verdade mesmo?!
Sim, era uma rosa graúda, de grandes pétalas vermelhas e haste forte. Uma rosa vegetal, criada em estufa. Rosa viajada. Durável. Botânica, mas quase plástica. A falta do perfume ancestral das rosáceas a tornava parecida com as camélias, as orquídeas, as violetas e todas as outras flores que não têm cheiro.
- Mas rosa não tem cheiro?
A rosa original sim, mas as rosas de estufa não.
- Por que?
Crianças de 8 anos com seus porquês merecem respostas honestas, ainda que alongadas, para que não se desiludam precocemente. Assim é que foi numa festa de 15 anos que esta menina começou a descobrir que as rosas de estufa, as rosas comerciais, as rosas industriais, as rosas artificiais não têm perfume porque as pessoas não dão às roseiras o tempo de produzir no ritmo da natureza. Aceleradas por adubos químicos, as rosas de festa são como os morangos de supermercado, que não têm gosto de morango. Assim também são outros alimentos vistosos mas sem gosto nem substâncias nutritivas – pelo contrário. Isso sem falar dos transgênicos, que rondam lavouras e invadem despensas. Por isso somos obrigados a dizer que rosas sem perfume não são rosas, são fraudes.
LEMBRETE DE OCASIÃO
A sustentabilidade do planeta exige que o ambiental preceda o econômico
ENCONTROS E DESENCONTROS
Quando eu era mais novo eu vi
O meu pai chorando maldições ao vento
Ele partiu seu próprio coração e
Eu assisti enquanto ele tentava remontá-lo
E minha mãe jurou que jamais
Se deixaria esquecer
E esse foi o dia que eu prometi
Nunca falar sobre o amor se ele não existisse
talvez eu sei em algum lugar no fundo do meu coração que o amor nunca dura
e nos temos que arranjar outros modos de segui em frente sozinhos...
e eu sempre vivi assim mantendo uma distançia confortavel...
e ate agora eu jurei pra mim mesmo q era feliz na solidão..
pq nada disso (amor) nunca valeu a pena...
mas estou a caminho de acreditar nisso.....
O meu pai chorando maldições ao vento
Ele partiu seu próprio coração e
Eu assisti enquanto ele tentava remontá-lo
E minha mãe jurou que jamais
Se deixaria esquecer
E esse foi o dia que eu prometi
Nunca falar sobre o amor se ele não existisse
talvez eu sei em algum lugar no fundo do meu coração que o amor nunca dura
e nos temos que arranjar outros modos de segui em frente sozinhos...
e eu sempre vivi assim mantendo uma distançia confortavel...
e ate agora eu jurei pra mim mesmo q era feliz na solidão..
pq nada disso (amor) nunca valeu a pena...
mas estou a caminho de acreditar nisso.....
sullivan como me definir .....
(sou apenas um rapaz latino - americano , sem dinheiro no banco , sem parentes importantes e vindo do interior) talvez essas palavras ja falam por se so como sou mais eu tenho muita cois apra acresenta , adoro ouvir meus idolos no volume maximo ,assisti tv pelas madrugadas , nao gosto sair da minha morada prefiro ficar em casa descansando minha voz contralto que eu uso para emocionar os amigos que tanto amo , trasito com muita facilidades entre partidos politicos e religiaõ sou conta ao aborto porem naõ sou catolico , levanto e defendo a bandeira do orgulho gay e a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo , seguir o seu coraçao e o dejeso dos seus olhos mais lembrando que um dia deus te pedira asa contas .
domingo, 25 de julho de 2010
lady extraordinaria
As vezes me pergunto da onde veio essa mulher? e um dia um amigo meu muito fã de lady gaga me comfeçou que ela vei do futuro é uma hipotese , e eu disse a ele que ela naõ vei do futuro mais que lady gaga era o futuro , como é que uma pessoa pode vir do futuro ? foi a pergunta dele , lady gaga é a personalidade que mais emfluençia hoje no mundo da musica e a prova que ela veio do futuro nada mais é o seu legado que fala por si só , a impreçaõ que ela passa que tudo o que foi ensinado nesse mundo que a gente vivi que convemçaõ social naõ de bobagem , que nimguem é simplimente nimguem e que podemos ser tudo o que quisermos ser so nos basta da a louca e fazer exatamente o que queremos sem nos preculpa dos comentarios machista, racista , homofobicos da sociedade em vivem , que o reino de lady gaga durem dois seculos ou seja eternamente viril e que a sociedade comece a se acostuma com o futuro afinal ele é lady gaga que se antacipou para nos mostra como será .
pode entra........
ola galera quero que vcs sejam bem vindo a final vcs é saõ as personalidades do meu blog onde vamos dividir comentarios sobre tudo que acontece nesse mundo comtemporaneo e cheio de excemtricidades naõ é mesmo onde as coisa estaõ louca e cada vez mais fora do nosso alcance é como ficar a beira d´agua a espera de uma hora o riacho esbarra de corre (louco isso ) risso ...... em fim vamos falar de tudo um pouco espero que vcs gostem e pricipalmente participem muito obrigado pela atencaõ
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